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Operações Policiais

GAECO deflagra operação contra facção criminosa em Herval d’Oeste, Catanduvas e Piratuba

Segunda fase da Operação Desmos cumpre mandados no Meio-Oeste de SC nesta terça (4) para desarticular esquema de organização criminosa.

Pedro Silva

Pedro Silva

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Na manhã desta terça-feira (4), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) deflagrou a segunda fase da Operação Desmos. A ação tem como foco o combate a uma facção criminosa com forte atuação nas regiões Meio-Oeste e Oeste de Santa Catarina, e cumpre mandados de busca e apreensão em diversos municípios, incluindo Herval d’Oeste, Catanduvas e Piratuba.

A operação atua em apoio à 39ª Promotoria de Justiça da Capital, que desde julho de 2025 possui abrangência estadual para investigar e processar crimes ligados a facções criminosas. Ao todo, estão sendo cumpridos 21 mandados expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas. Além das cidades do Meio-Oeste, há alvos em Chapecó, Xaxim, Joinville, Xanxerê, Caxambu do Sul e Nova Erechim.

Durante as diligências desta manhã, um auto de prisão em flagrante já foi lavrado por posse ilegal de arma de fogo.

“Dízimo” do crime e estrutura financeira

Esta fase da investigação é um desdobramento da Operação Sodalitas Finis e identificou fortes indícios de uma rede de arrecadação voltada ao financiamento do crime organizado na região.

Segundo as apurações do Ministério Público, os investigados recolhiam valores conhecidos internamente como “dízimos” em diversos municípios catarinenses. Esse dinheiro era utilizado para manter a estrutura do grupo e custear atividades ilícitas pesadas, como a compra de armamentos e o tráfico de drogas.

Os elementos reunidos pelo GAECO apontam que os suspeitos possuíam uma clara divisão de funções, atuando na coordenação, arrecadação e movimentação financeira da facção. Eles podem responder, em tese, pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Quebra de sigilo e os próximos passos

A Justiça autorizou a quebra do sigilo de dados telefônicos e telemáticos dos aparelhos eletrônicos apreendidos nos endereços dos investigados. Todo o material será encaminhado à Polícia Científica para perícia e servirá como base para as próximas fases da investigação, que segue tramitando em sigilo.

O nome da operação, “Desmos”, tem origem grega e significa “elo” ou “vínculo”. A nomenclatura faz referência à rede de conexões mantida pelos criminosos. O objetivo da força-tarefa, que reúne Polícia Civil, Militar, Penal, Receita Estadual e Bombeiros, é justamente romper esses elos para asfixiar financeiramente a facção.


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